quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CONVITE

Prezado,

Gestor de Segurança de Instituição de Ensino,

Gostaria de convidá-lo para a reunião que será realizada na Universidade São Judas Tadeu, Unidade Mooca, localizada à Rua Taquari, nº 546, no dia 24 de novembro, às 14h.

No último evento, dia 27 de agosto, foi discutido entre os convidados o PROSUGER – Projeto de Segurança Universitária e Gestão de Risco -, desenvolvido especialmente para aperfeiçoar as formas de prevenção e combate à violência nas universidades e escolas. Atualmente, apresenta resultados positivos nos Diretórios Centrais dos Estudantes e Centros Acadêmicos das principais instituições de ensino.

Depois disso, abordarei os principais assuntos relacionados à retrospectiva da minha gestão (2009/2010) e pautaremos o planejamento para a próxima eleição (Biênio).

Certamente, os temas abordados são do interesse de todos que lidam com a atividade de Segurança Escolar e querem o melhor para as Instituições. Conto com a sua presença.

Atenciosamente,

Wagner Grans
Coordenador GIASES
(11) 8376-0677
e-mail.: wgrans@yahoo.com

terça-feira, 9 de novembro de 2010

QUANDO A BARBÁRIE CHEGA À UNIVERSIDADE

No momento em que a violência desmedida, a falta absoluta da ética e o desprezo pelos mais elementares princípios de cidadania alcançam a universidade, estamos na antecâmara do caos.

Essa instituição, que deveria ser o reduto contra a intolerância e a mediocridade, um espaço democrático que garantisse a diversidade de opinião, o respeito ao ser humano e praticasse os ideais da cultura humanística, não pode ser o local de práticas deste jaez.

Os recentes e repetidos acontecimentos de "bullying" ocorridos em campos universitários brasileiros anunciam aquela tragédia.

Por uma reportagem desta Folha, tivemos conhecimento de mais um caso, abordando os acontecimentos ocorridos no "InterUnesp 2010". Nesse evento, alunas da Unesp foram agredidas e constrangidas por colegas no grotesco "rodeio das gordas", cujo objetivo era agarrar colegas e, brutalmente, utilizá-las como montaria para simular um rodeio. No campus de uma das mais importantes universidades do país, o evento é inadmissível. Tão grave quanto o ocorrido recentemente com uma aluna da Uniban. Além de "bullying", fica configurada a violência contra a mulher em diferentes contextos e situações.

As declarações do sr. Roberto Negrini, aluno da Unesp e, segundo a Folha, um dos organizadores do evento, seriam cômicas, se não fossem trágicas, uma vez que partem de um estudante universitário que tem os seus estudos pagos pela sociedade, a qual deveria respeitar.

Ele deveria saber que, além de formar profissionais competentes, a universidade deve formar cidadãos responsáveis e prontos a ressarcir, por meio do exemplo e do exercício profissional ético e competente, o investido pela sociedade na sua formação.

Deveria saber também que "brincadeira" e "divertimento" são situações em que todos os protagonistas se divertem, sem causar constrangimentos de ordem física ou moral a minorias indefesas.

De acordo com especialistas da área, dentre os quais incluímos a doutora Ana Beatriz Barbosa Silva, o "bullying" no ambiente escolar é caracterizado como situação em que indivíduos, geralmente os mais poderosos e "enturmados", se divertem repetida e intencionalmente às expensas de outros.

Configura-se, assim, uma situação em que a vítima não tem a possibilidade de se defender. E o que é pior: no caso presente, ocorreu seguramente em quatro modalidades: verbal, físico-material, psicológica e moral. Portanto, o fato não pode ser relegado ao esquecimento ou acobertado.

Esperamos que, após a averiguação, os responsáveis sejam punidos exemplarmente. A propósito, não esperamos do professor Ivan Esperança, vice-diretor do campus de Assis, a instauração de um processo inquisitório.

Temos, sim, a esperança de que as autoridades universitárias atuem com a postura de verdadeiros educadores. Não há espaço para omissão, tolerância ou tibieza.

Felizmente, o Ministério Público tem atuado com consciência e rigor em situações dessa natureza, e certamente manterá a postura.

Como ex-aluno, ex-diretor da Faculdade de Medicina e ex-reitor da Unesp, não posso calar diante do insólito ocorrido.

Exorto o magnífico reitor da Unesp a atuar no sentido de preservar os princípios mais elementares da dignidade humana e o renome da universidade, pelo que ela representa para a educação nacional e para o Estado de São Paulo.

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ARTHUR ROQUETE DE MACEDO é professor emérito da Faculdade de Medicina da Unesp e ex-reitor dessa universidade (1993-1997), membro da Academia Brasileira de Educação, do Conselho Nacional de Educação e presidente do Instituto Metropolitano da Saúde - FMU.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Violência na Escola

A violência é hoje uma das principais preocupações da sociedade. Ela atinge a vida e a integridade física das pessoas . É um produto de modelos de desenvolvimento que tem suas raízes na história .

A definição de violência se faz necessária para uma maior compreensão da violência escolar. É uma transgressão da ordem e das regras da vida em sociedade. É o atentado direto, físico contra a pessoa cuja vida, saúde e integridade física ou liberdade individual correm perigo a partir da ação de outros. Neste sentido Aida Monteiro se expressa " entendemos a violência, enquanto ausência e desrespeito aos direitos do outro"[1]. No estudo realizado pela autora em uma escola, buscou-se perceber a concepção de violência dada pelo corpo docente e discente da instituição.

Para o corpo discente " violência representa agressão física, simbolizada pelo estupro, brigas em família e também a falta de respeito entre as pessoas ". Enquanto que para o corpo docente " a violência, enquanto descumprimento das leis e da falta de condições materiais da população, associando a violência à miséria, à exclusão social e ao desrespeito ao cidadão" .

É importante refletirmos a diferença entre agressividade, crime e violência.

A agressividade é o comportamento adaptativo intenso, ou seja , o indivíduo que é vítima de violência constante têm dificuldade de se relacionar com o próximo e de estabelecer limites porque estes às vezes não foram construídos no âmbito familiar. O sujeito agressivo tem atitudes agressivas para se defender e não é tido como violento. Ele possui "os padrões de educação contrários às normas de convivência e respeito para com o outro ." ABRAMOVAY ; RUA ( 2002) A construção da paz vem se apresentando em diversas áreas e mostra que o impulso agressivo é tão inerente à natureza humana quanto o impulso amoroso; portanto é necessária a canalização daquele para fins construtivos, ou seja, a indignação é aceita porém deve ser utilizada de uma maneira produtiva.

O crime é uma tipificação social e portanto definido socialmente é uma rotulação atribuída a alguém que fez o que reprovamos. " Não reprovamos o ato porque é criminoso. É criminoso porque o reprovamos"(Émile Durkheim).

Violência pode ser também “uma reação conseqüente a um sentimento de ameaça ou de falência da capacidade psíquica em suportar o conjunto de pressões internas e externas a que está submetida” LEVISKY (1995) apud DIAS;ZENAIDE(2003)

Tipos de violência

A violência que as crianças e os adolescentes exercem , é antes de tudo, a que seu meio exerce sobre eles COLOMBIER et al.(1989). A criança reflete na escola as frustrações do seu dia-a- dia.

É neste contexto que destacamos os tipos de violência praticados dentro da escola .

Violência contra o patrimônio - é a violência praticada contra a parte física da escola. " É contra a própria construção que se voltam os pré-adolescentes e os adolescentes , obrigados que são a passar neste local oito ou nove horas por dia." COLOMBIER et al.(1989)

Violência doméstica - é a violência praticada por familiares ou pessoas ligadas diretamente ao convívio diário do adolescente.

Violência simbólica - É a violência que a escola exerce sobre o aluno quando o anula da capacidade de pensar e o torna um ser capaz somente de reproduzir. " A violência simbólica é a mais difícil de ser percebida ... porque é exercida pela sociedade quando esta não é capaz de encaminhar seus jovens ao mercado de trabalho, quando não lhes oferece oportunidades para o desenvolvimento da criatividade e de atividades de lazer; quando as escolas impõem conteúdos destituídos de interesse e de significado para a vida dos alunos; ou quando os professores se recusam a proporcionar explicações suficientes , abandonando os estudantes à sua própria sorte , desvalorizando-os com palavras e atitudes de desmerecimento". (ABRAMOVAY ; RUA , 2002, p.335) a violência simbólica também pode ser contra o professor quando este é agredido em seu trabalho pela indiferença e desinteresse do aluno. ABRAMOVAY ; RUA ( 2002)

Violência física - "Brigar , bater, matar, suicidar, estuprar, roubar, assaltar, tiroteio, espancar, pancadaria, neguinho sangrando, Ter guerra com alguém, andar armado e, também participar das atividades das guangues " ABRAMOVAY et al. (1999)

Os fatores que levam os jovens a praticar atos violentos

São inúmeros os fatores que podem levar uma criança ou um adolescente a um ato delitivo, a seguir, abordaremos os que acreditamos serem os mais relevantes .

A desigualdade social é um dos fatores que levam um jovem a cometer atos violentos. A situação de carência absoluta de condições básicas de sobrevivência tende a embrutecer os indivíduos, assim, a pobreza seria geradora de personalidades desruptivas. " A partir desse ... de estar numa posição secundária na sociedade e de possuir menos possibilidades de trabalho, estudo e consumo, porque além de serem pobres se sentem maltratados, vistos como diferentes e inferiores. Por essa razão, as percepções que têm sobre os jovens endinheirados são muito violentas e repletas de ódio..." ABRAMOVAY et al. (1999) é uma forma de castigar à sociedade que não lhe dá oportunidades.

A influência de grupos de referência de valores , crenças e formas de comportamento seria também uma motivação do jovem para cometer crimes.

" o motivo pelo qual os jovens...aderem às gangues é a busca de respostas para suas necessidades humanas básicas, como o sentimento de pertencimento, uma maior identidade, auto-estima e proteção, e a gangue parece ser uma solução para os seus problemas a curto prazo" ABRAMOVAY et al. (1999), assim, o infrator se sente protegido por um grupo no qual tem confiança. " Valores como solidariedade, humildade, companheirismo, respeito, tolerância são pouco estimulados nas práticas de convivência social, quer seja na família, na escola, no trabalho ou em locais de lazer. A inexistência dessas práticas dão lugar ao individualismo, à lei do mais forte, à necessidade de se levar vantagem em tudo, e daí a brutalidade e a intolerância", (MONTEIRO,2003) a influência das guangues que se aliam ao fracasso da família e da escola. A educação tolerante e permissiva não leva a ética na família. Os pais educam seus filhos e estes crescem achando que podem tudo.É dentro das gangues ou das quadrilhas como se refere Alba Zaluar que os jovens provam sua audácia, desafiam o medo da morte e da prisão. É uma subcultura criminosa marcada pela atuação masculina (ZALUAR, 1992, p.27).

O indivíduo enfrenta uma grande oferta de oportunidades: o uso de drogas uso de bebidas alcoólicas, uso da arma de fogo aliada a inexistência do controle da polícia, da família e comunidade tornam o indivíduo motivado a concluir o ato delitivo. “Carências afetivas e causas sócio-econômicas ou culturais certamente aí se misturam, para desembocar nestas atitudes”. (COLOMBIER, 1989, p.35). ““ A Disponibilidade de armas de fogo e as mudanças que isso impõe às comunidades conflituosas, contribuindo para o aumento do caráter mortal dos conflitos nas escolas” ABRAMOVAY; RUA (2002, p.73)” a falta de policiamento agrava a situação na medida em que a polícia pode ser sinônimo de segurança e ordem" ABRAMOVAY; RUA (2002, p.337).

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Segurança nas Escolas

Cinco ações  aumentam a segurança nas Escolas

Ao invés de grades, cadeados e câmeras, medidas como a criação de um fórum para discutir o tema e parcerias com outras instituições ajudam a prevenir delitos com mais eficácia

Gustavo Heidrich


Mais sobre segurança escolar

Educar em meio à violência


Manutenção dos sistemas de segurança da escola

A preocupação com a vulnerabilidade das crianças e dos jovens na escola sempre tirou o sono de pais e gestores. Seja nas unidades localizadas no que os especialistas chamam de áreas de risco (veja reportagem sobre o tema), seja em escolas situadas em bairros considerados seguros, há sempre o temor de furtos, danos ao patrimônio e abordagem dos alunos por traficantes. Um gestor que quer evitar surpresas pode ter a ideia de colocar grades e cadeados em todas as salas e instalar câmeras de segurança. Contudo, apesar de essas medidas darem a sensação de proteção e serem importantes em alguns casos, se tomadas isoladamente tornam a escola refém do próprio entorno.

É importante envolver a equipe e a comunidade em um debate permanente sobre o assunto e criar um grupo representativo de todos os públicos da escola para mapear os pontos mais frágeis e discutir as possíveis soluções em conjunto. Paralelamente, pequenas ações - como ter um porteiro atento, nos horários de entrada e saída dos alunos, abordar a violência nas reuniões de pais e promover palestras preventivas com as famílias - podem fazer a diferença. Conheça a seguir cinco pontos que contribuem para garantir a segurança nas escolas.

1. Criar um fórum de segurança

A primeira ação do gestor que quer agir preventivamente é fazer do tema um objeto permanente de discussão. Se a escola tiver um conselho atuante, o ideal é que ele também funcione como um fórum para debater essa questão ou que alguns membros sejam destacados para cuidar especificamente desse assunto.

Caso contrário, é possível convidar representantes dos diversos segmentos da comunidade escolar (direção, alunos, pais, funcionários, professores, vigilantes) e ainda um integrante do batalhão da Polícia Militar, responsável pela segurança da região, para formar um grupo, cuja função principal é pensar em ações educativas e melhorias na infraestrutura que garantam a segurança interna, bem como em projetos que promovam a cultura de paz.

É essa instância também que encaminhará as possíveis soluções aos problemas que aparecerem e manterá contato com os órgãos competentes - Ministério Público, Conselho Tutelar, organizações não governamentais (ONGs) e outras instituições - para que a escola tenha um canal de interlocução em que as queixas da comunidade em relação à segurança sejam colocadas e debatidas.

2. Elaborar um manual interno

Formado o fórum, é interessante investir na produção e na divulgação de um manual com as regras gerais da escola, o funcionamento das rotinas de segurança e um sumário com telefones úteis (delegacias próximas, assistência social e Vara da Infância e da Juventude).

Vale também incluir os trechos mais importantes do Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo o Grupo de Apoio à Segurança Escolar do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), os delitos mais comuns nas escolas são dano (vandalismo), pichação, porte de arma, uso e tráfico de entorpecentes, lesão corporal, embriaguez, ameaça, corrupção de menores, atentado ao pudor e estupro. "Um protocolo de segurança com a postura a ser adotada em cada tipo de infração é um documento útil para o gestor", aponta Rubim Lemos, promotor de justiça e coordenador do Grupo de Apoio à Segurança Escolar do MPDFT.

Faça a leitura e a discussão dele durante as reuniões de pais, do conselho, da Associação de Pais e Mestres e nos horários de formação da equipe.

3. Montar uma estrutura preventiva

"Toda segurança tem de ser voltada para resguardar as pessoas e o patrimônio", afirma Carlos Alberto Reis, pedagogo e consultor em segurança escolar. Para tanto, é essencial que o fórum sugira algumas medidas preventivas, como pedir a professores e funcionários que fiquem atentos aos fatos que fujam da rotina e gerem suspeita.

Na entrada da escola, o ideal é que fique sempre a mesma pessoa para que seja capaz de reconhecer os alunos. Em unidades maiores, vale pedir que todos usem crachá ou se identifiquem com a carteira de identidade ou de estudante. Entre os vigias, deve ser organizado um sistema de ronda para que um deles passe regularmente por áreas externas, corredores e locais visados, como o laboratório de informática.

Se preciso, é possível solicitar o reforço de funcionários de segurança à Secretaria de Educação. Quando discutida pelo conselho escolar ou pelo fórum de segurança, a instalação de câmeras de vigilância e alarmes é benéfica, desde que fiquem expostas e toda a comunidade tenha ciência de seu uso. "A segurança deve ser encarada como um investimento, pois representa uma economia de custos, já que se evitam depredações e roubos", aconselha Reis.

4. Estabelecer parcerias com outras instituições

É função dos gestores também colaborar e manter contato com as corporações policiais e outras instituições de segurança pública. Apresente os policiais responsáveis pela ronda na região da escola a alunos, funcionários e pais - eventualmente, e somente com a autorização do diretor, eles poderão realizar operações dentro e no entorno da escola.

As promotorias de Infância e Juventude dos Ministérios Públicos e os Conselhos Tutelares são parceiros na orientação e no encaminhamento de menores infratores. Para as Polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros, o gestor pode solicitar palestras e distribuição de materiais que abordem, por exemplo, a prevenção ao uso de drogas.

Por fim, a própria Secretaria de Educação pode ser acionada, quando necessário, para providenciar verbas para a construção de muros ou a compra de equipamentos de segurança e iluminação.

5. Registrar e conduzir casos de furto e vandalismo

Segurança reforçada para provas do Enem

Segurança reforçada para provas do Enem

Margarida Azevedo

A segurança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado sábado e domingo, contará, em Pernambuco, com 2.559 policiais militares, que trabalharão a pé, em motos e carros. Este ano, haverá reforço de cerca de 500 homens. Além da vigilância nos 418 prédios distribuídos em todo o Estado, a PM escoltará equipes dos Correios que vão transportar as provas nos dias da avaliação. Os testes estão guardados em três quartéis do Exército (Recife, Garanhuns e Petrolina), que armazenarão também os cartões de respostas dos candidatos. Haverá exame em 81 cidades e no arquipélago de Fernando de Noronha.
Segundo o subdiretor de Operações da Polícia Militar de Pernambuco, coronel Sillas Charamba, dos 2.559 policiais envolvidos, 1.280 estarão nos locais de provas. “Em cada prédio, colocaremos uma dupla de PMs. No entorno dos prédios, manteremos equipes fazendo rondas em motos e viaturas. Haverá pessoal destacado também para as escoltas dos quartéis do Exército até os prédios”, explica coronel Charamba.
O reforço de efetivo ocorreu porque houve aumento no número de inscritos. Em 2009 foram aproximadamente 208 mil candidatos, este ano são 228 mil.
Dos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife, apenas em Araçoiaba, Itapissuma e Itamaracá não haverá aplicação de provas. “Para montar o esquema de segurança e definir o quantitativo de homens trabalhando nos dias do Enem, realizamos reunião com um representante do Ministério da Educação”, afirma coronel Charamba. O MEC destinou, conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), R$ 2,99 milhões às secretarias de Segurança Pública dos Estados, mais R$ 1,47 milhão ao Ministério da Defesa.
“É importante que os candidatos fiquem atentos ao horário de início das provas em Pernambuco, que será ao meio-dia. A orientação que passamos aos policiais de plantão nos locais do exame é que nenhuma pessoa pode entrar após 11h55”, observa o subdiretor de Operações da PM. Ainda de acordo com Charamba, caberá aos funcionários dos Correios transportar as provas dos quartéis até os 418 prédios, no Estado, que abrigarão candidatos.
A Polícia Rodoviária Federal de Pernambuco já levou testes do Recife a outras três capitais do Nordeste: João Pessoa, Natal e Maceió. A Polícia Federal manterá equipes de plantão no fim de semana, como faz, independentemente do Enem. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, policiais serão acionados se houver necessidade.