sábado, 31 de outubro de 2015

HAPPY HALLOWEEN 2015


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

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domingo, 25 de outubro de 2015

SEGURANÇA UNIVERSITÁRIA

Segurança na UFRJ não muda após estudante ser baleado
Daniel Outlander*

O clima de medo e tensão é velho conhecido entre os funcionários, alunos e frequentadores de diversas unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os prédios localizados no Centro do Rio de Janeiro são os que mais sofrem por se tratarem de unidades isoladas. O SRZD foi conferir o retrato da insegurança nas unidades quase um mês após o estudante Marlon Ricardo ser baleado durante um assalto na Cidade Universitária.
Faculdade Nacional de Direito, no Centro do Rio. Foto: Renan Silva
Escola Nacional de Direito
Antiga sede do Senado Federal, o atual prédio onde funciona a Faculdade Nacional de Direito, é um dos locais mais hostis para alunos e funcionários. A unidade fica localizada na Rua Moncorvo Filho, em frente ao Campo de Santana, um dos pontos reconhecidamente mais perigosos e com maior índice de ações de furtos e roubos do Centro do Rio. De acordo com relatos de frequentadores dos arredores da instituição, uma média de seis furtos são registrados por dia, isso levando em conta um dia "fraco". Mas o que fazer para melhorar a segurança no entorno dessas unidades? De acordo com a aluna de Direito Carolina Henning, a melhor forma de tentar coibir ações criminosas é uma mobilização coletiva. "Esse problema não é caso de polícia, e sim de estado. É uma questão estrutural. O que precisa ser melhorado é a relação entre a universidade e a comunidade. Esses infratores veem a instituição como um polo de opressão", comentou.
Lateral da FND: um dos locais mais perigosos. Foto: Renan Silva

Para a estudante, a discriminação acaba fomentando o aumento de casos de violência. "O problema é que essas pessoas são tratadas como invisíveis. Não me sinto segura porque tem uma viatura de polícia. Acho que há outras medidas que podiam ser pensadas justamente para melhorar a interação, como a implantação de projetos de extensão que passariam a pensar uma sociedade melhor", completou Carolina.
"Essa situação é muito errada, visto que a FND (Faculdade Nacional de Direito) fica a poucos metros da Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Secretaria de Estado de Direitos Humanos. Cadê os 'direitos humanos'?", questionou uma outra aluna do oitavo período de Direito que preferiu não se identificar.
IFCS: a mesma realidade
Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, no Largo de São Francisco. Foto: Renan Silva
Estudantes e trabalhadores do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, localizado no Largo de São Francisco, também situado no Centro do Rio de Janeiro, também passam por problemas semelhantes. Moradores de rua e usuários de drogas já são conhecidos por dormirem na calçada da instituição. "A gente até já conhece esses (moradores de rua) que ficam aqui na porta, então a gente não tem medo. O problema são os de fora", disse a estudante Raphaela Gonçalves, aluna do 9º período de História.
Para Letícia Rodrigues, que cursa o 8º período do mesmo curso, a vontade de estudar é maior que o medo. "Eu trabalho durante o dia. Já cogitei não 'puxar' matérias à noite, mas não dá. Então eu saio todos os dias por volta das 22h e vou andando até a Central. Nesse horário está tudo deserto".
Praia Vermelha: mais casos de violência
Em janeiro de 2015, o estudante de comunicação Alex Schomaker Bastos, de 23 anos, foi morto após deixar a Escola de Comunicação Social localizada na Praia Vermelha, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Investigações da Polícia Civil apontaram como a causa da morte do jovem latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Ele teria reagido a assalto. Mas o que mudou de janeiro até agora?
Ponto de ônibus em frente ao Instituto Philippe Pinel, na Praia Vermelha. Foto: Renan Silva
Segundo estudantes e funcionários da unidade, que conta com aulas até às 22h, como na Escola de Serviço Social, não houve nenhuma modificação ou política efetiva de melhora na segurança do campi. "Este ano houve um caso de um grupo de criminosos que invadiu o campus e entrou no prédio do Serviço Social. Não há nenhum policiamento e a Divisão de Segurança (Diseg) não tem efetivo suficiente", disse um funcionário.
Para a estudante de serviço social Andressa Campos, há uma sensação de segurança dentro do campus. "Eu me sinto segura aqui dentro, mas não saio (do campus) sozinha. A gente sempre anda em grupos de ao menos quatro pessoas e tenta não mexer no celular".
Prefeito rebate
Segundo o prefeito da Cidade Universitária, Paulo Mário Ripper, a segurança das unidades não pode ser pensada internamente, uma vez que se trata de uma questão de segurança pública. A Prefeitura realiza reuniões periódicas com os comandantes dos batalhões da Polícia Militar para criar estratégias que visam coibir ações criminosas, tanto na Ilha do Fundão quanto nas unidades espalhadas pelo Centro e Praia Vermelha. A Diseg também participa dessas reuniões e é responsável por transmitir as peculiaridades da instituição para a polícia.
Ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Sintufrj), o prefeito da Cidade Universitária, Paulo Mário Ripper, afirmou que a política de segurança pertence ao estado. "Essa é uma questão de segurança pública mesmo, não é do escopo da UFRJ a segurança pública", explicou.
Cúpula da Cidade Universitária se reúne com novo comandante do 17º BPM. Foto: Renan Silva
Prefeitura investe em tecnologia
Para tentar minimizar os casos de furtos e assaltos nas unidades da UFRJ, a Prefeitura está investindo na tecnologia. A Ilha do Fundão já conta com cerca de 70 câmeras estáticas de alta definição operadas pela Prefeitura em parceria com a Divisão de Segurança e o 17º Batalhão de Polícia Militar.
"Essas câmeras são monitoradas 24 horas por dia e contam ainda com aproximação. Elas têm infravermelho, então a visibilidade à noite também é de ótima qualidade", destacou Paulo Mário.
Até o final do ano, a Prefeitura planeja que estejam instaladas câmeras também na Praia Vermelha, principalmente no ponto de ônibus em frente ao Instituto Philippe Pinel, um dos locais com maior concentração de alunos e funcionários que dependem do transporte público para chegar à unidade.
*Colaborador do SRZD